
FALM e TJMT promovem nova etapa do Ciclo Formativo em Justiça Restaurativa para organizações sociais
Entre os dias 17 e 19 de março, a Fundação André e Lucia Maggi (FALM) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Ges...
Entre os dias 17 e 19 de março, a Fundação André e Lucia Maggi (FALM) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Gestor de Justiça Restaurativa (NUGJUR), realizaram mais uma etapa do Ciclo Formativo em Justiça Restaurativa voltado as representantes de organizações sociais, movimentos e coletivos. A formação integra o Projeto de Desenvolvimento Institucional da FALM.
Os módulos II e III, realizados presencialmente na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, aprofundaram conceitos, fundamentos e possibilidades de aplicação dos Círculos de Construção de Paz em contextos comunitários, familiares e institucionais. Com carga horária total de 130 horas, o curso é composto por quatro módulos que combinam teoria, prática, estágio supervisionado e rodas de escuta.
A formação contou com a participação de representantes do Coletivo Mulheres Essência, Coletivo Mulheres Arteiras, Coletivo Mães pela Diversidade e Empreendedores Criativos de Mato Grosso, além de colaboradoras e colaboradores da FALM e da AMAGGI.
Cristina Maria, coordenadora de projetos da FALM, destaca a relevância do curso no fortalecimento do trabalho com os territórios. “Estamos investindo em uma abordagem que contribui para lidar com conflitos de forma mais humana, profunda e conectada com os contextos locais. A justiça restaurativa amplia nossa escuta e nos convida a fortalecer vínculos, reconhecer dores e valorizar a construção coletiva de soluções.”
A parceria entre FALM e TJMT surgiu a partir da sinergia entre as missões das duas instituições, que compartilham o compromisso de fortalecer territórios mais justos, inclusivos e sensíveis às realidades das pessoas que os compõem. A partir dessa conexão, a FALM passou a integrar o Ciclo Formativo de Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz como uma das estratégias de seu Projeto de Desenvolvimento Institucional voltado a organizações sociais, coletivos e movimentos.
A experiência prática vivida durante os encontros revela o potencial transformador da metodologia. É o que afirma Antonina Cajango de Oliveira, integrante do Coletivo Mulheres Arteiras e coordenadora de projetos na Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT). “Os círculos são revolucionários porque não ficam restritos ao Poder Judiciário. Eles podem ser vividos nos grupos, nas comunidades, nas famílias. E antes de transformar o meio, transformam quem facilita. O círculo desperta, toca, abre os olhos.”
Ela conta que, mesmo antes da formação, as Mulheres Arteiras já vivenciavam práticas restaurativas nos encontros de produção artesanal e trocas entre mulheres. “Na conversa, na escuta, no desabafo, percebemos que aquilo nos fortalecia. Era um espaço de acolhimento e transformação, mesmo sem sabermos que já estávamos fazendo círculos de paz.”
Sobre a FALM
A Fundação André e Lucia Maggi (FALM) é uma instituição sem fins lucrativos, responsável pela gestão do Investimento Social Privado da AMAGGI. Criada em 1997, a FALM atua no desenvolvimento de pessoas e comunidades por meio de iniciativas voltadas à agricultura familiar, qualificação profissional, empregabilidade, empreendedorismo e fortalecimento de organizações sociais, movimentos sociais e coletivos.
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