Potencializa

O Projeto Potencializa visa mobilizar os municípios para criar uma agenda de discussão que promova o desenvolvimento sustentável local. Estimula cidadãos a assumirem papéis de protagonistas no desenvolvimento de suas comunidades juntamente à rede já existente nos municípios. Atualmente, o projeto é desenvolvido nos municípios mato-grossenses de Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde e Querência.

No debate entre poder público, sociedade civil organizada e empresas locais, a FALM atua como mediadora na construção de uma agenda comum para o desenvolvimento. O projeto iniciou em 2015 e o objetivo é que o debate seja solidificado em dois anos e que a localidade possa continuar as ações de forma planejada e participativa.

Metodologia

A metodologia de trabalho para o diagnóstico consiste no levantamento de dados primários e secundários locais, por meio de entrevistas com a comunidade, com base em aspectos como: dinâmica da economia local e estrutura ocupacional, infraestrutura social e urbana, organização sociopolítica e infraestrutura de lazer e cultura.

Campo Novo do Parecis

Primeiro município onde a FALM implantou o projeto Potencializa, em 2015. As atividades foram iniciadas a partir do resgate das percepções dos seus moradores sobre os desafios da localidade. Por meio de um diagnóstico foi elaborada uma agenda temática de discussão do Potencializa para 2016.

Ao longo do ano, o Potencializa registrou conquistas significativas em Campo Novo do Parecis com foco na sustentabilidade do projeto a longo prazo. Foram realizadas cinco oficinas, quatro palestras e 17 reuniões setoriais que reuniram cerca de 420 pessoas.

Em seu segundo ano, os trabalhos do Potencializa foram desenvolvidos em duas frentes de atuação: palestras abertas ao público e oficinas de formação e empoderamento para um grupo inter setorial de pessoas, chamado de Grupo de Trabalho – GT do Potencializa.

Com a discussão da agenda temática, o GT passou a contar com mais conhecimento de estratégias de mobilização e engajamento comunitário; maior valorização da integração das ações sociais por temas, com fóruns de discussão definidos e integrados e propostas otimizadas; maior conhecimento sobre as ferramentas de planejamento local e possibilidades de participação social e com um planejamento estratégico a ser desenvolvido nos próximos anos.

O GT foi ganhando forma, força e autonomia a cada formação e em julho de 2016 deu origem ao Movimento Nossa Campo Novo do Parecis – MNCNP -, que tem como missão atuar de forma coletiva no desenvolvimento sustentável do município.

O MNCNP é uma iniciativa inspirada nos movimentos Nossa São Luís, Floripa Te Quero Bem e Nossa Betim, todos eles participantes do Programa Cidades Sustentáveis, membros da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e apresentados durante as atividades do Potencializa em 2016.

O Movimento se configurou como um ator da sociedade civil organizada, apartidário, sem vínculo religioso e aberto à participação de cidadãos e de representantes de todos os setores, com o propósito de articular de forma inter setorial visando à cooperação no planejamento de políticas públicas.

É importante destacar que o MNCNP tem como foco entender o cenário atual, identificar as prioridades para o município e debater esses aspectos com os representantes-chave, por meio de fóruns de discussão, ou seja, cooperar, somar e contribuir para qualificar o debate e o planejamento das políticas públicas municipais de forma que gerem impactos no desenvolvimento sustentável.

Com isso, o Movimento acompanha a gestão pública municipal e os indicadores socioeconômicos do município, promovendo a democracia participativa e o controle social, utilizando o conhecimento adquirido durante as formações e implementando as estratégias propostas na agenda de desenvolvimento de Campo Novo do Parecis.

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Lucas do Rio Verde

O Potencializa foi implantado em Lucas do Rio Verde em março de 2016 e deve seguir até 2018. Em seu primeiro ano, o projeto passou pelas etapas de diagnóstico e levantamento das expectativas.  Como resultado dessas etapas, a rede foi constituída e caracterizada, e os temas e linhas de ação para a elaboração da agenda local de Desenvolvimento Sustentável foram definidos.

Ao longo de 2016 foram realizadas atividades temáticas, oficinas, reuniões setoriais, visitas técnicas, pesquisas e formações e mobilizações institucionais.

Na etapa do diagnóstico foram aplicadas pesquisas com o intuito de realizar um levantamento de dados secundários, mapeamento institucional e análise das redes sociais. Após esse levantamento, houve um momento de mobilização institucional, no qual foram realizados o evento de abertura do projeto, seguido de oficinas de reconhecimento da rede e sustentabilidade. Também foi realizada a primeira rodada de reconhecimento e visitas presenciais de mobilização.

O mapeamento local levantou 113 instituições, entre empresas, instituições públicas e sociedade civil, das seguintes áreas: assistência social, trabalho, cultura, saúde, educação, direito, agricultura, meio ambiente, entre outras. A partir desse mapeamento, foi possível estabelecer o número de laços que podem ser criados entre elas, cerca de 6.300 laços de relação possíveis, mas, concretamente, foi constatado que deste potencial são utilizados somente 15%, o que representa cerca de 800 laços estabelecidos.

Uma vez conhecidos os laços de relação possíveis, confrontaram-se os principais atores que estão na centralidade destas relações, isto é, instituições que interagem com um maior número de parceiros, estabelecendo um trabalho em rede.

Além disso, durante as oficinas, os principais assuntos de interesse dos participantes para que fossem abordados pelo projeto foram: o desenvolvimento sustentável local, com 53%, seguido pela atuação em redes, com 41%.

Na fase do levantamento de expectativas, o objetivo é a construção coletiva de uma visão de futuro pautada em ações possíveis de serem realizadas, considerando os recursos disponíveis no município e conectando com a realidade do território. As oficinas que possibilitaram essa percepção foram a Visão de Futuro e o Painel de Investimento Social Privado, que complementaram a pesquisa inicial sobre os temas de interesse dos participantes. A partir desta fase, três eixos prioritários foram definidos e serão orientadores para as próximas fases do projeto: Educação e Cultura, Meio Ambiente e Assistência Social.

Para 2017 e 2018 serão realizadas as etapas de planejamento e construção da agenda de desenvolvimento local, sempre envolvendo os representantes do setor público, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada.

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Querência

Em Querência, assim como em Lucas do Rio Verde, o Potencializa teve início em 2016 e segue a mesma metodologia de implementação do projeto, que em seu primeiro ano inclui as etapas de diagnóstico e levantamento das expectativas. Como resultado dessas etapas, a rede foi constituída e caracterizada, e os temas e linhas de ação para a elaboração da agenda local de Desenvolvimento Sustentável foram definidos.

Ao longo do ano, assim como em Lucas do Rio Verde, no município de Querência foram realizadas atividades temáticas, oficinas, reuniões setoriais, visitas técnicas, pesquisas e formações e mobilizações institucionais.

Na etapa de diagnóstico, foram mapeadas 101 instituições locais, entre empresas, instituições públicas e terceiro setor das seguintes áreas de assistência social, trabalho, cultura, saúde, educação, direito, agricultura, meio ambiente, entre outras. Deste número de instituições é possível estabelecer cerca de cinco mil laços de parceria, porém foi constatado que estão concretamente estabelecidos apenas 390 laços, o que equivale a 7,7% do potencial de formação de rede.

A partir desses dados, em 2016 o Potencializa também realizou formações e mobilizações institucionais, visando à constituição da rede de atores sociais locais e à definição dos temas centrais da agenda de Desenvolvimento Sustentável Local. Atualmente, o projeto já envolve 40 instituições locais mobilizadas a partir desta etapa, a maioria delas entidades da sociedade civil.

Na fase de levantamento de expectativas, o objetivo é a construção coletiva de uma visão de futuro pautada em ações possíveis de serem realizadas, considerando os recursos disponíveis no município e conectando com a realidade do território. As oficinas que possibilitaram essa percepção foram a Visão de Futuro e o Painel de Investimento Social Privado, que complementaram a pesquisa inicial sobre os temas de interesse dos participantes. A partir desta fase, quatro eixos prioritários foram definidos e serão orientadores para as próximas fases do projeto: Agricultura e Meio Ambiente, Assistência Social e Saúde, Cultura, Educação.

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Linha histórica da Fundação André e Lucia Maggi

1997
2001
2004
2007
2009
2010
2011
2012
2013
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